22/04/2008

AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DE CASTRO MARIM

A Biblioteca do Agrupamento de Escolas de Castro Marim é uma Biblioteca THEKA do curso de 07/08.

A formanda Carla Sabino, apresentou o seu Projecto " Um Tesouro Partilhado" que visa fundamentalmente reforçar o fundo documental da BECRE, assim como renovar os equipamentos informáticos que permitirão à população escolar aceder à informação de forma eficaz.

Consequentemente, pretende-se dinamizar o espaço da BECRE e impulsionar a magia da literacia a todas as escolas do Agrupamento.

Entendem que a Biblioteca deverá revelar-se como um importante centro de formação, de informação e de dinamização do espaço escolar de todo o Agrupamento e não apenas de uma escola singular.

Assim, o Projecto visa essencialmente contribuir para que a Biblioteca Escolar constitua um recurso básico do processo educativo ao serviço do Agrupamento.

Pretende-se que a Biblioteca Escolar seja um verdadeiro centro de iniciativas inseridas na vida pedagógica do Agrupamento.

Visa promover o livro e a leitura como um saber e um querer partilhados,contribuir para a aprendizagem da leitura, da literacia, para a criação e o desenvolvimento do prazer de ler e
a aquisição de hábitos de leitura.

É nosso desejo que todos os alunos possam descobrir o prazer de ler e que com o apoio da
Biblioteca Escolar, entendida como um verdadeiro centro de recursos multimédia, possam
alimentar esse gosto e possam informar-se, recorrendo a fontes documentais disponíveis nos mais variados tipos de suporte.

Este Projecto nasce assim da necessidade de dar respostas válidas a carências manifestadas
ao nível do Agrupamento.

É fruto de reflexões, diálogos, troca de opiniões observações e constatações e experiências pedagógicas.

Do seu Plano de Actividades, constava a dinamização da SEMANA DA LEITURA, que de 3 a 4 de Março de 2008 , encheu a escola de inúmeras actividades , com a participação de inúmeros
convidados.

Destacamos a Feira do Livro, Concursos de Leitura, Hora do Conto,Ateliers de Ilustração,a visita do Poeta Afonso Dias, almoços literários, etc

No Post seguinte apresentaremos um slideshow com algumas das imagens desta semana

Muitos parabéns ao excelente trabalho em prol das vossas crianças.

Ana Melo

02/04/2008


DIA INTERNACIONAL DO LIVRO INFANTIL



Comemora-se hoje dia 2 de Abril, o Dia Internacional do Livro Infantil.


A mensagem do Dia Internacional do Livro Infantil de 2008, pode ser consultada em
(International Board on Books for Yong People), mensagem de Chakrabhand Posayakrit, Thailand, para as crianças de todo o Mundo


Chakrabhand Posayakrit nasceu em 1943, em Banguecoque. Formou-se em Pintura pela Universidade de Silpakorn, em 1968, e ensinou na Faculdade de Artes Decorativas da mesma universidade. Doutorou-se em Artes pela Universidade de Chulalongkorn, em 1989, e, actualmente, dedica-se, por inteiro, à sua criação artística.Além de uma importante obra no domínio da pintura e da ilustração, o artista dedicou-se recentemente à criação de marionetas e à pintura de cenas inspiradas na literatura tailandesa. No poster que acompanha a sua mensagem, Posayakrit regista uma cena tradicional da cultura tailandesa: diante da sua mesa de leitura, uma criança debruça-se sobre as inscrições de um livro de bambu, evocando assim o saber que emana de antigas jatakas budistas, uma colecção de narrativas populares (contos, fábulas e principalmente parábolas) cujo propósito é iluminar o caminho dos homens rumo à sabedoria.


A mesma mensagem traduzida em Português é difundida em Portugal pela
APPLIJ ( Associação Portuguesa para a promoção do livro Infantil e Juvenil)
Secção Portuguesa do IBBY


Os livros iluminam, o conhecimento encanta .



A busca de conhecimento por meio da leitura tem de tornar-se uma prioridade e deveria ser incrementada logo na infância.Desde muito cedo se incute nas crianças tailandesas o desejo de conhecimento pela leitura, com base numa tradição e numa cultura sublimes.Os pais são os primeiros professores das crianças e os monges tornam-se os principais mentores da sua orientação e educação, intelectual e mental, tanto no que respeita aos assuntos do mundo como no tocante aos valores espirituais.Encontrei inspiração para a minha ilustração em ancestrais tradições do meu país. Por um lado, a tradição de contar histórias às crianças, por outro, a de aprender pela leitura de inscrições em folhas de palmeira e em tabuinhas que se destinam exclusivamente a ser lidas.As narrativas escritas em folhas de palmeira provêm da tradição budista. Contam a vida de Buda e recontam histórias das jatakas (fábulas e parábolas), com a nobre intenção de cultivar as mentes jovens e de lhes instilar fé, imaginação e um sentido moral.Chakrabhand Posayakrit


Tradução: José António Gomes
Ana Melo

01/04/2008

28/03/2008

VI SEMINÁRIO THEKA




Percursos Leitores- Bibliotecas Escolares- Qualidade Educativa




Realizou-se hoje, dia 28 de Março, o VI Seminário THEKA, no Auditório 2 da FCGulbenkian.



Tivemos oportunidade de ouvir vários especialistas, bem como algumas experiências desenvolvidas por Bibliotecas THEKA.



Foi um dia cheio, com muita informação, onde houve a oportunidade de partilhar e refletir sobre os percursos leitores e sobre toda a problemática da leitura.

Como foi bom, ver e rever inúmeros formandos e tutores THEKA dos cursos anteriores,parceiros de uma verdadeira comunidade.

Tivemos a presença de muitos colegas professores, coordenadores de BIbliotecas,Bibliotecários Municipais e outros, que se deslocaram de todos os pontos do País (do Minho ao Algarve), para o encontro.



Nos próximos dias, publicaremos mais notícias e imagens deste encontro.






Ana Melo






26/03/2008

VI SEMINÁRIO THEKA

Percursos leitores - Bibliotecas Escolares - Qualidade Educativa

Realiza-se dia 28 de Março, no Auditório 2 da Fundação Calouste Gulbenkian, o VI SEMINÁRIO THEKA no âmbito do Curso THEKA de 2007/2008.

O Seminário terá a participação da inúmeros especialistas na área da Leitura e das Bibliotecas Escolares, sendo também apresentadas experiências de Formandos THEKA.

Poderá obter mais informações em VI SEMINÁRIO THEKA .

Ana Melo

20/03/2008



Os Poemas Diamante



Mais um trabalho do Luís Mourão, tutor THEKA e professor na EB1 da Várzea Leiria com os seus alunos do 2º Ano




Poema diamante




Poema diamante, algumas vezes pelo conteúdo, sempre pela forma.
Um jogo muito simples de palavras e exploração de conceitos (oposto; contrário; antónimo) que se constrói com base num esquema de múltiplas variantes.


Nós trabalhamos, aqui no 2º ano da EB1 da Várzea, normalmente sobre esta base:


Um nome


Dois adjectivos


Três características


Uma frase (sobre o nome)


Uma frase de sentido contrário


Três características opostas


Dois antónimos


Um nome





No dia 11 de Fevereiro de 2008 era a segunda ou terceira vez que jogávamos e os poemas saíram, por exemplo, assim:




Lápis


escreve e desenha


é bonito, é grande e amarelo


parte-se e os meninos ficam a chorar


parte-se e os meninos ficam a rir


é feia, é pequena e é verde


apaga e borra


Borracha


Escreveu a R.



A J. escreveu:


Lápis


é grande e desenha


o bico é grande e parte-se e tem bonecos


escreve e é bonito e é pequeno e é afiado


não escreve e é feia e é grande e é romba


o bico é pequeno e não se parte e não tem bonecos


não escreve e não desenha


Afiadeira





O F. Mudou de assunto e iniciou uma longa série de poemas animalescos:


Vaca


Come erva e muge


boa, bonita e tem pintas


ela dá leite, é amiga e tem cornos


ele dá carne, é inimigo e tem cornos


mau, feio e não tem pintas


come erva e muge


Boi






O H.:


Peixe


come peixes, é bom


bonito, amigo e comilão


não gosta de baleias


gosta de baleias


feio, inimigo, enfastiado


come erva, é mau


Cavalo








O M.:


Vaca


dá leite e come erva


gorda, média e boa


dá muitas coisas boas


dá poucas coisas boas


magra, pequena e má


não dá leite nem come erva


Cobra








A B.:


Girafa


come e é muda


boa, bonita e linda


tem o pescoço muito alto


o pior amigo dela é o homem


a melhor amiga dele é a menina


mau, feio e tótó


arranha e ruge


Leão


O G. escreveu, contrariando em grande parte os constangimentos da estrutura sobre a qual estávamos a trabalhar e obteve um resultado notável:


Barco


apito e fumo


feio, grande, gordo


e o brilho do barco


e uma carapaça escura


bonita, pequena, magra,


silêncio e água


Tartaruga




A D. resolveu recuperar, na ideia, um trabalho que tínhamos realizado anteriormente. O que ela escreveu foi:


Várzea


bonita e pequena


é uma aldeia, silenciosa e baixa


é muito alegre e lindíssima


é muito triste e feiíssima


é uma cidade, barulhenta e alta


feia e grande


Leiria




Em Dezembro, depois de alguns episódios pícaros, tínhamos, finalmente, iniciado a nossa correspondência por correio com uma turma do 2º ano, como nós, da Professora Lourdes Fragateiro da Escola São José, em Lisboa. Eles escreveram-nos primeiro e nós preparamos o melhor que pudemos uma resposta: um pacotinho de coisas sobre nós e sobre a nossa aldeia.
Entre essas coisas um poema diamante, construído colectivamente no quadro negro, com a Várzea num extremo e Lisboa no outro, assim:





Várzea


pequena e bonita


tem árvores, campos e caminhos


um museu, cafés, lojas e uma capela


é uma aldeia muito calma, silenciosa e alegre


é uma cidade muito movimentada, barulhenta e triste


com muitas pessoas, carros e autocarros


tem teatros, cinemas e centros comerciais


grande e linda


Lisboa


Como se pode constatar as regras foram, por unanimidade, alteradas mais uma vez. Neste caso por questões elementares de cortesia e bom senso mas também porque Lisboa é, pelo menos vista da Várzea, mesmo linda.



Luís Mourão

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