Reflectir sobre as imagens repetidas no que explicamos vezes sem conta e NUNCA deixamos de ter de explicar outra vez. Divulgar as BiBliotecas Theka suas experi~encias e Boas Práticas
09/06/2008
OS POEMAS TRIÂNGULO
COMPUTADOR
rato
jogos
letras
teclado
internet
sossegado
(E.)
RUA
suja
relva
flores
árvores
pássaros
porcarias
automóveis
malcheirosa
(F.)
ESCOLA
mesas
alunos
canetas
cadernos
afiadeiras
silenciosa
brincadeira
(M.)
ZEBRA
pó
sol
lama
relva
pretas
árvores
caminhos
(B.)
Luís Mourão
2008/05/12
OS POEMAS TRIÂNGULO
Hoje volto a publicar mais um trabalho do Luís com os seus alunos, em que este se preocupa com o alargamento do vocabulário activo e das competências da escrita, bem como com o processo de apropriação do conceito de área vocabular.
Consultem este excelente trabalho e exercitem-no com os vossos alunos.
Bom trabalho.
Ana Melo
Poema Triângulo
Poema triângulo: um jogo de campo (lexical) (I e II)
A verdade é que me preocupava desde há algum tempo em encontrar, alterar ou inventar jogos que dessem não só grande enfoque ao alargamento do vocabulário activo e das competências de escrita (todos os que fazemos na realidade) mas permitissem começar o processo de apropriação do conceito de área vocabular.
Este, é assim:
I: Perceber o mecanismo
No dia 12 de Maio de 2008 pedi aos meus alunos do 2º ano de escolaridade da EB1 da Várzea que escrevessem frases em que cada uma das palavras tivesse mais uma letra do que a palavra anterior. Excluíam-se os elementos de ligação para que as frases pudessem ser (ligeiramente) mais fáceis de construir e, simultaneamente, ganhassem mais coerência. Depois de termos feito em conjunto, no quadro, uma frase exemplo eles iniciaram o trabalho individualmente.
“Eu fui para Paris.”, escreveu ( E.);
“Eu fui para o Porto.” ( F.)
Lêmos uns aos outros as nossas frases:
“Eu fui para casa andar de bicicleta.” disse ( M.);
“Eu sou belo.” Tinha escrito ( M.);
“Eu fui a Lima fazer tintas.” (R.);
“Eu fui para a minha cidade amorosa.” (R.).
Conversámos sobre a construção de sentido nas frases. De como era muito mais difícil escrever neste jogo:
“Eu fui para a festa de patins bonitos na Tanzânia.” (Ma.);
“Um dia cada rapaz levava animais.” (F.) mesmo
“Um mau cromo de Leiria almoçou carapaus.” (J .M.) ou .
“O pé foi para a praia no Canadá.” (G) do que
“Eu dei sete camas a Lisboa.” (M.) ou
“Eu fui para o pátio afável, assoado e amigável.” (D.).
Quer dizer, de alguma forma concluímos que a dificuldade maior era manter, respeitando as regras, uma progressão de sentido coerente em que cada palavra mantivesse uma ligação evidente à anterior e “anunciasse” a seguinte. Talvez, então, o melhor fosse passar, no dia seguinte, ao nível 2.
II: Poema triângulo
Não era a primeira vez que trabalhávamos sobre a construção de uma área vocabular (ou campo lexical como prefiro, confesso). Sem nenhuma formalidade, naturalmente.
É possível que fosse também por isso que eles se lançaram imediatamente ao trabalho a partir da ideia que eu lhes propus logo de manhã:
a) Manter a regra da progressão quantitativa — cada palavra tem (não vão vocês esquecer) mais uma letra do que a palavra anterior;
b) Eliminar completamente todas os elementos de ligação (artigos; contracção de preposições com artigos…);
c) Encontrar uma palavra-chave e gerar uma área vocabular a partir dela; verificar a ortografia; corrigir (se for caso disso);
d) “Ordenar” as palavras respeitando as regras enunciadas mantendo (ou não) a palavra-chave como título.
Dou-vos dois exemplos “completos”:
O J. M. escreveu primeiro, “Futebol” e logo depois “golo; apanha-bolas; equipamento; bancada; adeptos; bandeirola; chuteira; caneleira; meio-campo; suplente; árbitro; claque; treinador; lançamento; livre; guarda-redes; baliza; bola; defesa; médio; avançado; relvado; grande-área; pequena-área; penalti; canto; jogador”.
Contou as palavras e organizou-as desta forma:
FUTEBOL
bola
médio
claque
bancada
avançado
caneleira
grande-área
gooooooooolo
O F. definiu “Café” e a partir dele: “balcão; mesas; cadeiras; televisão; pão; rebuçados; pastilhas; bolos; sumos; pessoas; chocolate; piza; café [bebida] ; chá; água; amigável; barulhento”.
O que acabou por ser:
CAFÉ
pão
piza
sumos
balcão
amigável
chocolate
pastilhas
barulhento
Luís Mourão
2008/05/12
06/06/2008
THEKA no Jornal de Letras



O THEKA e os Media
O projecto THEKA, com a duração de 4 anos,tem sido referenciado por vários órgãos de informação regional e nacional.
Recentemente no Portal Parlamento Global foi publicada uma entrevista com uma das nossas formandas, Hélia Jacob, da EB1 da Ponte nas Caldas da Rainha, que falou do seu Projecto e da Biblioteca onde trabalha. Com o seu exemplo, podemos perceber metodologias e formas da trabalhar em muitas das Bibliotecas Escolares envolvidas no Projecto THEKA.
A Fundação Calouste Gulbenkian, na sua Newsletter Nº 93 de Maio de 2008 , publicou uma entrevista, onde, Amália Bárrios que conjuntamente com Ana Melo e Maria José Vitorino coordenam o Projecto THEKA, fez o balanço dos últimos 4 anos.
No JL -Jornal de Letras- de 4 de Junho de 2008, é publicada uma outra entrevista, que completa as ideias já enunciadas na Newsletter da FCG. Esta entrevista pode ser lida nas imagens digitalizadas neste post.
Ana Melo
10/05/2008
La lettura promossa tra scuola e biblioteca
Alcune esperienze europee e riflessioni e a confronto
No passado dia 5 de Maio, realizou-se em Roma no Auditorium do Goethe Institut, o I SEMINÁRIO INTERNACIONAL, a promoção da leitura na escola e na biblioteca. Foram apresentadas algumas experiências e reflexões europeias, foi organizado no âmbito das comemorações do Dia Mundial do Livro, instituído pela Unesco, em colaboração com a Università Roma Tre (Facoltà di Scienze della Formazione), Biblioteca Europea/Biblioteche di Roma e AIB.
O THEKA, Projecto de formação de professores para o desenvolvimento de Bibliotecas Escolares foi convidado a participar Biblioteche e scuole a favore della promozione della lettura (Portogallo, 1986-2008), MARIA JOSÉ VITORINO, Progetto THEKA Fondazione Gulbenkian, Lisbona.
Os nossos agradecimentos a todos que em Roma nos receberam, a mim e à Maria José Vitorino, de uma forma tão cordial, destacando a Luísa Marquardt, Università "Roma Tre" e Cristina Paterlini ,Biblioteca Europea.
À Luísa, agradecemos ainda a hospitalidade, partilha e cumplicidade com que nos brindou nestes maravilhosos dias em Roma.
Algumas imagens para testemunhar o envento.
Parabéns à organização
Ana Melo
28/04/2008
PARLAMENTO GLOBAL
Este Projecto, conta com o apoio de algumas Fundações como a Fundação Calouste Gulbenkian, tendo na sua página de abertura um depoimento de Professor Marçal Grilo, Administrador da Fundação Calouste Gulbenkian, falando no empenho da FCG em transformar os portugueses em leitores, desde o tempo das carrinhas itinerantes que tão bem conhecemos, até às Bibliotecas Públicas e Escolares dos dias de hoje apoiadas pela Fundação.
Parte do vídeo que ilustra o seu depoimento contém imagens de uma Biblioteca Escolar THEKA.
A Biblioteca Escolar THEKA em questão, é a Biblioteca da EB1 do Bairro da Ponte nas Caldas da Rainha, cuja formanda, frequentou o curso THEKA de formação de Professores do Ano de 2005/2006, tendo desenvolvido um Projecto " No baú da Fantasia"
Parabéns aos promotores deste portal .
Ana Melo
27/04/2008


A candidatura da EB1/JI de Carquejido ao THEKA – Projecto de Formação de
Professores para o Desenvolvimento de Bibliotecas Escolares, patrocinado pela Fundação
Calouste Gulbenkian surgiu não só da necessidade de formação no campo das Bibliotecas por
parte da responsável pelas Bibliotecas Escolares, mas também da vontade de alunos e docentes
obterem condições quer ao nível do equipamento adequado ao espaço destinado à Biblioteca, quer ao nível da aquisição de documentos actuais, em número suficiente e adequados à faixa etária que povoa a referida escola.
O Projecto “Agora…vamos à Biblioteca” pretende, além da criação de condições físicas
adequadas, envolver toda a Escola no sentido de criar uma equipa alargada, incluindo todos os
docentes, que colaborem e façam da sua Biblioteca o espaço de aprendizagem efectiva,
interessante e também de ocupação de tempos livres em que “aprender a estar autonomamente” é muito importante para a construção de saberes tanto académicos como cívicos.
A EB1/JI de Carquejido era a única Escola do Agrupamento de escolas e JIs de S. João da
Madeira que ainda não fazia parte da Rede de Bibliotecas Escolares apesar de ter vindo a
candidatar-se nos últimos três anos. Esta situação, contribuiu para que os seus alunos não
tivessem as mesmas condições de acesso à informação, apesar de receberem as “Maletas
Itinerantes” da Biblioteca Municipal e usufruírem de algumas actividades de promoção da
leitura desenvolvidas pela coordenadora das Bibliotecas Escolares. É de salientar o facto de a
Escola ter aderido ao Plano Nacional de Leitura e estar empenhada em desenvolver actividades relacionadas com as obras escolhidas.